Me vejo novamente em um caminho que não sei onde vai parar, tudo aquilo que achei que já havia passado, volta a tona, só que dessa vez com algumas respostas, que por sinal foram de fato inesperadas, me vejo sem saber o que fazer, me vejo agir sem pensar, me vejo impulsivo, me vejo...
E mesmo sabendo de tudo isso eu não sei me controlar, eu não sei o que fazer, até consigo me expressar ainda, porém, com um certo receio. O que aconteceu no passado eu não sei exatamente o que se passava, mas, ontem tudo fez sentido e mesmo com tudo se explicando aos poucos, sinto que tem muito por vir, pode até negar, porém, o que sua boca nega seu corpo entrega, temos muito o que conversar, até entendo porque fugiu ontem, sinceramente entendo, sei que ficar próximo a minha pessoa não deve ser fácil hoje, não após tudo que já ocorreu. Sei que não posso mudar o passado, mas, posso escrever o futuro. "Eu só vi o seu lado humano uma vez", a certas frases que se destacam em uma conversa, essa foi a que se destacou na nossa, meu lado humano, é, eu tenho um lado humano, porém, ele só vem quando fico frágil, quando colocam o dedo na ferida, meu ponto fraco, que por sinal, só você sabe qual é. Me vejo com ciumes, me vejo estático, me vejo preocupado, mas, pelo menos me vejo, novamente volto a viver, volto a saber o que é algo que eu não sentia a um bom tempo, me vejo sentido tudo aquilo que me privei, me vejo vivo!
Um dia alguém disse "nunca se arrependa daquilo que fez, só se arrependa daquilo que deixou de fazer" quem disse isso, acho que não compreendia o que era a vida e se compreendia, estava desolado com as merdas que fez, aqui estou, um grande exemplo de seguir a vida sem querer olhar para trás, mas, nesse momento eu volto e olho, e finalmente entendo o que aconteceu e mesmo antes de eu entender o que aconteceu eu já me arrependia de certas atitudes que tomei, algumas decisões para tentar entender, e quem diria que eu entenderia muito tempo depois, assim, de uma forma inocente, sem estratégia, sem argumentos, apenas porque sim. E ainda ficar fragilizado, porém, desse vez não fiquei "sem ar" ao encostar em mim, eu não sei bem o que se passa em sua cabeça, eu mal sei o que se passa na minha, precisamos conversar, mas, só que dessa vez de uma forma especifica, focada, sem interrupções e apenas nós, com "uma arma apontada para a cabeça e a beira de um abismo".

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