Estranho, volto aqui a escrever sem saber que rumo tomar, sem saber o que fazer, acho que não ter rumo é como minha vida segue, a cada dia uma emoção, a cada dia uma sensação nova. Novamente me vejo sentado ao lado daquele meu velho lago, só que não desolado, nem mesmo esperançoso, dessa vez "sem pensar em nada", com a mente vazia, tranquila, tentando deixar tudo o que me preocupa de lado, pelo menos por um tempo, mesmo que sejam segundos, deixar de lado, tem um tempo para minha mente, é, eu e meu velho lago.
Dias atrás finalmente ocorreu o que eu já havia quase desistido, desde então ao me lembrar, vem um a sensação estranha, uma espécie de arrepio, porém, diferente, não sei distinguir se bom ou ruim, nem sei ao menos explicar o que é. Realmente, tudo novo, fazendo novamente eu perceber que tudo que eu supostamente sabia de nada valia, absolutamente nada. Me sinto um criança as vezes, descobrindo o mundo, ou pelo menos descobrindo o seu mundo.
Perdidos na desolação do amor
As paixões que semeamos e colhemos.
Perdidos na desolação da vida
Este caminho que trilhamos...
Agalloch - A desolation song
Não reclamo do que passo, pelo contrário, volto a descobrir que a vida não é previsível, nada do que vem acontecendo foi planejado, "pare de pensar, apenas relaxe", de fato, realmente é melhor do que ficar com a cabeça a mil, porém, ao mesmo tempo me pego pensando em tudo e cada dia que passa me sinto ainda mais confuso, não sei o que estar por vim amanhã, nem depois, sinceramente, cada minuto que se passará após esse texto já será uma surpresa.
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