Todo dia me pego pensando enquanto eu olho para o nada, as vezes eu penso no que eu poderia estar pensando, as vezes, eu penso que talvez eu poderia ter feito algo diferente, ou, então que eu poderia parar de pensar. Dessa vez eu não pretendo dizer o que acontece, até porque, de tudo que sei eu mal consigo compreender, cheguei ao ponto da vida que não consigo diferenciar um drama de comédia, um romance de tragédia, eu realmente não sei, mas, de tudo que não sei, consigo ver algo, talvez uma luz, talvez um sussurro de socorro, talvez... Eu posso estar ficando louco, eu posso não estar, eu posso o que eu quiser. A vezes olho, olho procurando algo procurando uma resposta, procurando um porque, mas, quando menos espero eu olho nos teus olhos para vez ser ali algo reflete, algo responde, porém, mesmo que nada obtenha, o simples fato de ali estar a olhar, eu passo a viajar, caio em um mundo que nem eu mesmo sei explicar, um mundo que chega a ser irônico, porque é um mundo que a passagem foram teus olhos, porém, mesmo a passagem ter sido através da visão, nesse mundo eu não enxergo nada, não a solução, não há confusão, não há nada, além do silêncio mutuo e paz. Durante dez ou um pouco mais de segundos eu obtenho o que todos procuram a vida inteira, a paz; não a encontro sempre, porém, a encontro de alguma forma, mesmo que após esse pequeno tempo que pareceu uma eternidade a mim, todos os problemas voltam, alguns com mais força que antes, outros com menos, alguns parecem que nem existiram. Durante mais ou menos dez segundos eu sou livre, graças a um olhar.
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